domingo, 7 de abril de 2013

Comunicação de Dados e Teleprocessamento

  "TECNOLOGIA DSL "

                O uso de conexões rápidas de Internet cresceu muito nos últimos anos. Conforme mais pessoas compram PCs e criam suas redes domésticas, a demanda por conexões de banda larga (alta velocidade) cresce sem parar. Duas tecnologias, os modems a cabo e a ADSL (linha digital assimétrica para assinante), são as mais usadas por essa indústria atualmente.
  ADSL é a sigla para Assymmetric Digital Subscriber Line ou "Linha Digital Assimétrica para Assinante".   Trata-se de uma tecnologia que permite a transferência digital de dados em alta velocidade por meio de linhas telefônicas comuns. A cada dia, a tecnologia ADSL ganha novos usuários, tanto é que este é o tipo de conexão à internet em banda larga mais usado no Brasil e um dos mais conhecidos no mundo.
Embora ambas as tecnologias forneçam conexões muito mais rápidas do que a conexão com modem 56K, ainda não são rápidas o bastante para suportar a integração de serviços domésticos como a televisão digital e o vídeo sob demanda.
 
O QUE É A TECNOLOGIA ADSL E COMO É POSSÍVEL, UTILIZANDO A MESMA CONEXÃO LOCAL COM A REDE TELEFÔNICA  SUPERAR AS TAXAS DE TRANSMISSÃO DOS MODEMS TRADICIONAIS ?
   ADSL é uma tecnologia de comunicação assimétrica desenvolvida para usuários residenciais.  Normalmente, ela não está disponível para empresas.  
A tecnologia ADSL funciona instalando-se um modem específico para esse tipo de conexão na residência ou empresa do usuário e fazendo-o se conectar a um equipamento na central telefônica. Neste caso, a linha telefônica serve como "estrada" para a comunicação entre esses dois pontos. Essa comunicação ocorre em freqüências acima de 5000 Hz, não interferindo na comunicação de voz (que funciona entre 300 Hz e 4000 Hz). Como a linha telefônica é usada unicamente como um meio de comunicação entre o modem do usuário e a central telefônica, não é necessário pagar pulsos telefônicos, pois a conexão ocorre por intermédio do modem e não discando para um número específico, como é feito com o acesso à internet via conexão discada. Isso deixa claro que todo o funcionamento do ADSL não se refere à linha telefônica, pois esta é apenas um "caminho", mas sim ao modem. Quando seu modem estabelece uma conexão com o modem da central telefônica, o sinal vai para um roteador, em seguida para o provedor e finalmente para a internet. É importante frisar que é possível que este sinal saia diretamente do roteador para a internet. No Brasil, o uso de provedor é obrigatório por regras da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). 

            PORQUE A ADSL É UMA TECNOLOGIA ADAPTATIVA?
             ADSL é uma tecnologia adaptativa. A taxa de transmissão de dados do sistema depende das condições da linha local. 

            QUAL É TÉCNICA DE MODULAÇÃO PADRONIZADA PARA A ADSL  E COMO É REALIZADA A DIVISÃO DA BANDA DISPONÍVEL ?
             Os dados no sentido downstream são modulados através da técnica de modulação 64-QAM. A taxa de transmissão teórica em downstream é 30Mbps.
             Os dados em upstream são modulados utilizando a técnica de modulação QPSK . O limite teórico da taxa de dados em upstream é 12 Mbps. 
             Banda Reservada 
         

  QUAIS SÃO AS TAXAS DE TRANSMISSÃO (CAPACIDADE FINAL) EM UPSTREAM ( PARA REALIZAR UPLOAD) E EM  DOWNSTREAM (PARA REALIZAR DOWNLOAD)?


A tecnologia ADSL basicamente divide a linha telefônica em três canais virtuais, sendo um para voz, um para download (de velocidade alta) e um para upload (com velocidade média se comparado ao canal de download). Teoricamente, as velocidades de download podem ir de 256 Kbps até 6.1 Mbps. No caso do upload essas taxas variam de 16 Kbps até 640 Kbps, mas tudo depente da infra-estrutura do fornecedor do serviço, o que indica que essas taxas podem ter valores diferentes dos mencionados. É por causa dessas características que o ADSL ganhou o termo "assymmetric" (assimétrica) no nome, pois indica que a tecnologia possui maior velocidade para download e menor velocidade para upload.
           Repare que entre os três canais há um disponível para voz. Isso permite que o usuário fale ao telefone e ao mesmo tempo navegue na internet, ou seja, não é necessário desconectar para falar ao telefone. Para separar voz de dados na linha telefônica, é instalado na linha do usuário um pequeno aparelho chamado Splitter. Nele é conectado um cabo que sai do aparelho telefônico e outro que sai do modem.


                          COMO UM MODEM ADSL É INSTALADO NA RESIDÊNCIA DE               UM USUÁRIO DE INTERNET ?


Instalando o Hardware do Modem
1-Tire o seu computador da tomada e abra a tampa. Localize um slot PCI que não
esteja sendo usado. Refira -se ao manual de proprietário do seu computador para maior ajuda.
2- Insira o Modem
Insira o seu Modem Intel® PRO/DSL 2200 no slot PCI que está vazio. Aplique
uma força moderada para empurrar o modem dentro do slot PCI, até que ele fique firme.
Coloque novamente a tampa do seu computador e ligue-o na tomada.
3-Conecte o Modem à Linha Telefônica
Coloque um Microfiltro em cada telefone de sua casa que irá
compartilhar a linha telefônica com o seu modem. Não coloque filtros na
linha que conecta um telefone ao seu modem. Observe a instalação dos
acessórios de adaptação conforme ilustrado no item 4.
Coloque um microfiltro
em linha, entre o seu
telefone e o plug de
conexão do telefone na
parede.


             O ADSL usa dois tipos de equipamentos, um no lado do cliente e outro no provedor de serviços de Internet (ISP), companhia telefônica ou outro provedor de serviços DSL. No lado do cliente há um transceptor DSL, que também pode prover outros serviços. O provedor de serviços DSL tem um multiplexador de acesso DSL (DSLAM) para receber as conexões do cliente.


         O transceptor
  A maioria dos clientes residenciais chama seu transceptor como um "modem DSL". Os engenheiros na       companhia telefônica ou no provedor de internet (ISP) o chamam de ATU-R. Independentemente do nome  pelo qual é chamado, ele é o ponto em que os dados do computador ou rede do usuário se conectam com a  linha DSL. 

             
Foto cortesia de Allied Telesyn.
Modem DSL
             O transceptor pode se conectar ao equipamento do cliente de diversas maneiras, apesar de a maioria das instalações residenciais usar conexões USB ou Ethernet 10 base T. A maioria dos transceptores ADSL vendidos pelos provedores de serviços de Internet e companhias telefônicas tem apenas a função de transmissor/receptor, ao passo que os dispositivos usados por empresas podem combinar roteadores de rede, comutadores (switches) de rede ou outros equipamentos de rede na mesma plataforma.




            



            DO PONTO DE VISTA DA COMPANHIA TELEFÔNICA, COMO É INSTALADO O MULTIPLEXADOR DE ACESSO DSL (DIGITAL SUBSCRIBER LINE ACESS MULTIPLEXER – DSLAM), DISPOSITIVO QUE POSSUI FUNÇÕES SIMILARES AO MODEM ADSL ?

             Uma instalação de telefone padrão consiste em um par de fios de cobre que a empresa telefônica instala na sua casa. Esse par tem bastante largura de banda para, além de conversas de voz, também transportar dados. Os sinais de voz utilizam apenas uma fração da capacidade disponível nos fios. A tecnologia DSL explora essa capacidade restante para transmitir informações no fio, sem perturbar a capacidade da linha para transmitir conversações.
            O serviço de telefonia padrão limita as freqüências que os comutadores, telefones e outros equipamentos podem transportar. Nossas vozes, falando em tons normais de conversa, podem ser transportadas em uma faixa de freqüência que vai dos 400 aos 3.400 Hertz (ciclos por segundo). Na maioria dos casos, os fios têm o potencial para manipular freqüências de até vários milhões de Hertz. Os equipamentos modernos, que enviam dados digitais em vez de analógicos, podem aproveitar muito mais essa capacidade da linha telefônica, e é exatamente isso que a DSL faz. 


A arquitetura de uma rede ADSL
A conexão ADSL usa dois equipamentos: um na extremidade do cliente e outro na extremidade do provedor.
·                Transceptor - no local onde o cliente está há um transceptor DSL, que também pode fornecer outros serviços.
·                Multiplexador de acesso DSL (DSLAM) - o provedor de serviços DSL tem um DSLAM para receber as conexões do cliente.


             DSLAM



               

               DSLAM
 
O DSLAM no provedor de acesso é o equipamento que realmente permite a existência da linha de assinante digital. Um DSLAM faz conexões a partir de diversos clientes e os agrega em uma única conexão de alta capacidade à Internet. Os DSLAMs geralmente são flexíveis e capazes de suportar múltiplos tipos de DSL em uma única central de operação e variedades diferentes de protocolos e modulação (tanto CAP quanto DMT, por exemplo) no mesmo tipo de DSL. Além disso, a DSLAM pode prover funções adicionais, incluindo o roteamento ou a designação de um endereço IP dinâmico aos clientes.

            O DSLAM proporciona uma das principais diferenças entre o serviço ao usuário por meio de ADSL e por modems a cabo. Como os usuários de modem a cabo geralmente compartilham uma malha de rede que corre através de um bairro, em muitas situações a adição de usuários significa uma redução do desempenho. O ADSL fornece uma conexão dedicada a partir de cada usuário até o DSLAM, o que significa que os usuários não verão uma diminuição de desempenho à medida que novos usuários forem acrescentados - isso até que o número total de usuários comece a saturar a única conexão de alta velocidade à internet. Nesse ponto, uma atualização por parte do provedor de serviços pode proporcionar desempenho adicional para todos os usuários conectados ao DSLAM.



            O QUE É E QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DAS SEGUINTES OUTRAS TECNOLOGIAS DSL: SDSL, HDSL E VDSL ?



             Digital Subscriber Line (simplesmente DSL ou ainda xDSL) é uma família de tecnologias que fornecem um meio de transmissão digital de dados, aproveitando a própria rede de telefonia que chega na maioria das residências. As velocidades típicas de download de uma linha DSL variam de 128 kilobits por segundo (kbps) até 24 Mbits/s dependendo da tecnologia implementada e oferecida aos clientes. As velocidades de upload são menores do que as de download para o ADSL e são iguais para o caso do SDSL.

             Na região entre o assinante e a central telefônica, a atual infra-estrutura de transmissão de voz utilizada pelas concessionárias de serviços públicos de telecomunicações é formada por um par de fios metálicos trançados e requer uma largura de banda de 300 à 3.400 Hz.

            A tecnologia DSL utiliza técnicas digitais de processamento de sinais com freqüências de 4 KHz até 2,2 MHz sem interferir na faixa de voz, que são capazes de otimizar a utilização da largura de banda do par metálico com velocidades.

             Há dois tipos de modulação para transmissões DSL, a saber:

            A modulação DMT (acrônimo para Discrete Multi-Tone), que foi selecionada como padrão pela ANSI através da recomendação T1.413 e, posteriormente, pela ETSI. Ela descreve uma técnica de modulação por multi-portadoras na qual os dados são coletados e distribuídos sobre uma grande quantidade de pequenas portadoras, com cada uma utilizando um tipo de modulação analógica QAM (Quadrature Amplitude Modulation). Os canais são criados utilizando-se técnicas digitais conhecidas como Transformadas Discretas de Fourier (vide Transformada de Fourier).
                     DMT
            

             A  modulação CAP (acrônimo para Carrier-less Amplitude/Phase) determina uma outra versão de modulação QAM na qual os dados modulam uma única portadora, que depois é transmitida na linha telefônica. Antes da transmissão, a portadora é suprimida e, depois, é reconstruída na recepção.
            O SDSL (Symmetric ou Single-line-high-bit-rate Digital Subscriber Line) é uma variante do HDSL que permite taxas iguais às de ligações T1 ou E1, mas requer apenas um par metálico.
             A sua taxa de transmissão varia entre 72Kbps e 2320Kbps, em uma distância máxima de até 3,4Km.
         O HDSL (High-Bit-Rate digital Subscriber Line) foi desenvolvido como uma tecnologia alternativa sem repetidores para disponibilização de serviços T1. HDSL opera Full-duplex através de cada par de fios em cabos de 2 pares. Isto é conhecido como Dual-duplex. Cada par de fios carrega 784 Kbps - metade de 1544 Kbps da largura de banda do T1 - mais um pequeno montante de overhead. Pelo fato de seus dados serem enviados com a metade da velocidade do T1 normal, você consegue duas vezes a distância. Em virtude de o HDSL usar dois pares de fio, você ainda consegue a taxa de transferência do T1.
            A tecnologia VDSL (Very-high-bit-rate Digital Subscriber Line) opera com transmissões assimétricas (taxa de upload sempre menos que a de download) variando de 13 a 52 Mbps de download, e 1,5 a 2,3 Mbps de upload, e isto em apenas um par metálico de até 330 metros, podendo chegar até 1,5Km em taxas mais baixas (alcançando por volta de 13Mbps)
             A  tecnologia VDSL (Very-high-bit-rate Digital Subscriber Line), apresenta características semelhantes ao ADSL, isto é, utiliza o tipo assimétrico de transmissão, sendo que a sua principal vantagem sobre o ADSL é que este pode atingir velocidades de transmissão muito superiores às utilizadas pelo seu concorrente mais próximo. Esta apresenta especificações necessárias para o atendimento das necessidades do mercado, que necessita de uma maior largura de banda para seus usuários. A utilização da tecnologia VDSL poderia ser compartilhada com as tecnologias existentes de fibra óptica FTTC (Fiber To The Cury) até a calçada, e FTTB (Fiber To The Building) até o Prédio, ficando ao encargo do VDSL os 300 metros finais da última milha. O VDSL suporta velocidades de 52 Mbps Downstream e 6,4 Mbps Upstream. Entretanto um dos problemas que poderiam acontecer na transmissão em altas velocidades, utilizando VDSL sobre a rede telefônica, seria a interferência causada por emissoras de transmissão de rádio AM e de rádio em baixa freqüência, assim como interferência na faixa de freqüência dos radioamadores, pois estes transmitem em altíssima potência e, desta forma, uma das soluções seria efetuar um melhor balanceamento nas linhas, diminuindo assim, em muito, as interferências causadas por rádio freqüência.

             CONCLUSÃO

             Os avanços tecnológicos ocorridos nos anos 90 modificaram drasticamente o chamado loop local: a distância média de 4,8 quilômetros entre o usuário corporativo ou doméstico e o escritório central do provedor de serviço. A Internet é apenas o exemplo mais óbvio. Houve também um brutal aumento da demanda para o Frame Relay em aplicações tais como de conexão branch-office, videoconferência e voz digital.
             Ocorre que, em várias partes do mundo, a infra-estrutura de cobre usada no loop local tem perto de 50 anos. A deterioração, tanto do cobre quanto do material de isolamento, tem provocado sérios problemas que precisam ser sanados, para que haja benefícios efetivos na sua exploração. Em breve, o consumidor já não aceitará ruídos, dissonâncias, degradações, entre outras falhas.
             Obter desempenho ótimo de banda e qualidade de tráfego na planta de cobre é, portanto, condição imperativa para se alcançar a competitividade nesse momento pós-privatização. Um movimento nesse sentido são as tentativas de se desviar o tráfego Internet para longe da rede pública de telefonia comutada (PSTN), que se está tornando cada vez mais obstruída.
             Com mudanças desse tipo, os provedores têm procurado por novas tecnologias capazes de garantir serviços digitais e de melhorar a distribuição de canais múltiplos de voz por meio da infra-estrutura existente. Alguns provedores, por exemplo, já buscam diferencial competitivo na nova geração de processadores DSP (Digital Signal Processor, ou processador digital de sinal), que são suficientemente robustos para suportar as emergentes tecnologias DSL.

           REFERÊNCIAS

               http://www.infowester.com/adsl.php


            http://www.sit.com.br/SeparataTELCO12.htm

           http://informatica.hsw.uol.com.br/tecnologia-dsl1.htm